domingo, 1 de novembro de 2015

Isaías do Arrocha: é talento nosso, é de Caririaçu.

Olá, há quanto tempo. Já faz alguns meses que não me meto a escrever neste mísero. Confesso que talvez não voltasse tão brevemente, porém encontrei algo nas minhas andanças pelas conexões da rede que me fez vir aqui e deixar algumas mais das minhas palavras frouxas e sem titubeantes.
Não quero prolongar minhas palavras, até porque quero chamar atenção apenas para o vídeo que se segue. Alguém me perguntou “se tinha visto o vídeo do menino de Caririaçu que tinha uma voz muito bonita.” Não, não o conhecia, mas a partir do momento que tive a oportunidade, decidi compartilhar tal vídeo e faço isso por alguns motivos, a saber: 1 - Sem sombra de dúvidas ele é um talento; 2 - É da nossa cidade; 3 – A clara determinação do garoto que tem um sonho grandioso diante de sua realidade simples.
Por fim, um quarto motivo é que me senti na obrigação de fazê-lo por que vi nele a imagem de muitos dos nossos que sonham e que nunca tiveram qualquer oportunidade. Eu mesmo já conheci talentos semelhantes que tiveram suas chamas apagadas com o passar dos dias. Creio que se a dez ou doze anos atrás a internet fosse tão popular como hoje, com sorte, estes poderiam ter tido destinos diferentes perseguindo seus sonhos. Não que espere uma grande repercussão através do meu ato, mas espero que dois ou três acessos no vídeo advindos da minha atitude já possa representar um algo amais na trajetória dele. Caso queiram, compartilhem também e contribua com isso.


Conheça mais da história do menino Isaías

Vídeo em que canta música para sua mãe >>> https://youtu.be/6tIozH7TGI4




É isso. Até a próxima!


quinta-feira, 2 de abril de 2015

Semana Santa: Que bom seria se meu filho tivesse medo de caretas!

Há fatos da infância que a gente não esquece jamais. Assim como há épocas, tradições e acontecimentos que sempre nos trará aquela nostalgia boa. Como ouvir uma velha música, trilha sonora de um tempo bom.
Quando menino, por essa época dos caretas, não tinha quem me fizesse sair na estrada. Tinha um medo medonho dos temíveis e brutais caretas, capazes de fazer coisas terríveis e horrendas com as criancinhas que ousasse a sair de casa na Sexta-feira da Paixão. Elas seriam julgadas sem direito a apelação: açoite! Chibatada no lombo.
A semana santa, naquela época, era um tempo que misturava prazeres e coisas que não agradava muito, se é que vocês me entendem. Um dos fatos que me cativava um pouco era a “Quarta-feira de Trevas”, único dia do ano em que minha mãezinha querida não se esgoelaria me mandando tomar banho antes que o negro da noite tomasse conta de tudo. Claro, o sucesso só vinha após as ameaças feitas ao tremulinar o chicote nas mãos.
Apesar disso, me trazia agoniação pensar que com qualquer descuido que desse com qualquer gotícula d’água, durante aquelas vinte e quatro horas, que viesse a tocar o meu corpo e, principalmente as minhas pernas, eu estaria fadado a ficar petrificado para o resto dos meus dias. Meu maior medo era que a cólera atingisse as pernas. Não poder andar seria o pior dos castigos para um moleque que vivia no sítio em meio a tudo de bom que estava ali se oferecendo para ser explorado, desmistificado. Quer dizer, seria o segundo pior, só perdia para os açoites dos Caretas. Nada era pior do que aquilo.
Por essas e outras que na quarta e na sexta da Semana Santa, sempre jejuava de alguma coisa. Ou não tomava banho, ou não saia de casa, respectivamente.
O banho era fácil resolver, não havia contraposição por parte de ninguém, afinal, todos queriam respeitar os costumes, mas em se tratando de sair de casa, aí não havia jeito. Acontece que justamente aquele dia era o dia de dar a bênção às madrinhas. Justo naquele dia. Queria saber quem foi o engraçadinho que inventou esta tradição. Será que não poderia ser no sábado? Ou mesmo no domingo, um dia tão belo em que Jesus ressuscitou?
Antes que eu me esqueça, o “dar a bênção às madrinhas e padrinhos” era um outro detalhe que muito me contentava. Não que eu fosse interesseiro, isso nunca, mas morria de ansiedade pra saber o que ganharia naquele ano. Ano passado ganhei uma camisa; no outro, um short; no retrasado, um perfume talvez, sei lá, nem lembro mais, faz muito tempo. Valia a pena correr todo o risco de se abalroar com aquela gangue do mal para ir até aos meus padrinhos levando uma lembrancinha singela a eles e, claro, trazer de volta a minha, junto com a bênção que me davam. Acho que nem lembro mais das palavras que dizia quando, encontrando-os, ao prostrar-me diante deles, eu dizia:
            - Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo, seguido do pedido de bênção.
Aos cangaceiros encaretados, nunca vi coisa mais feia. Um bando de “cabra” e suas faces encobertas com uma careta feita de papelão, perfurado em quatro lugares, olhos, nariz e boca, com chifres e toda suja de carvão. Vestidos feito bichos com sacos e trapos velhos. Na cintura levavam um chocalho que anunciava o terror e nas mãos os seus chicotes dolorosos e sangrentos. Aquela imagem e aquele som me doíam à espinha!
Só tinha uma coisa que me deixava encucado. Eu não conseguia entender, como animais brutos e desprovidos de compaixão como eles, poderiam ter uma voz tão estranha. Não me entrava na cabeça que aqueles que tanto medo me dava só de ouvir dizer, quando abriam a boca falavam fino. Isso mesmo, fino e baixo como uma donzela tímida. Não era possível. Ouvia-se sempre o mesmo pedido:
            - Me dê uma esmolinha pro Juda! Isso, claro, fino e baixo, como uma cigarra sem voz.
Infelizmente, talvez esse detalhe em que me peguei a pensar tenha sido quem me tirou a inocência do medo. Infelizmente mais tarde descobri que aqueles eram só os vizinhos e amigos da redondeza brincando de tradição. Que aquele tal Judas para quem eles pediam com suas vozes irreconhecíveis, era um boneco que estaria, no domingo, pendurado no centro de uma roda em volto a tudo que lhe foi dado, o que, pouco a pouco, seria levado, ou “roubado”, pelos participantes da brincadeira, que entraria na roda e levaria o que quisesse ou pudesse pegar, sob chicotadas de todos os tamanhos e forças. Sob pena do açoite. Nisto eu estava totalmente certo, o açoite existia sim, mas era parte da festa e, graças a Deus, as crianças estavam fora dela. Por último restaria o Judas, o prêmio maior. Quem se atreveria a roubá-lo?
Bom seria poder ver meu filho vivenciar tudo isso também!


domingo, 15 de março de 2015

Muda Brasil! Se não mudares, mudaremos por você!


Acordar cedo, de ressaca, após ter tomado umas “geladas” num barzinho, ao assistir o jogo do meu time do coração, que, aliás, teve uma vitória emocionante na noite de sábado, com uma ajudinha do juiz, no gol feito com a mão pelo nosso artilheiro. Ele, o juiz, não percebeu o jeitinho dado pelo gênio atacante e fomos campeões da liga estadual em cima daquele timinho de várzea com sonhos de ser grande. (Risos) Onde já se viu um “timéco” do interior querer ganhar alguma coisa contra os grandes da capital?! O melhor da noite foi que o garçom esqueceu de cobrar os petiscos e eu ainda trouxe para casa um copo bacana pra tomar com os amigos naqueles churrascos que sempre fazemos.
Mas vale o sacrifício, sou brasileiro e não desisto nunca, nem de ressaca (Risos)! Vamos levantar, tomar um banho gelado e rápido (afinal, estou pagando uma nota na energia e, além disso, o país esta passando uma crise de água), se vestir e pegar o “busão”. Até poderia ir de carro, porque, graças a Deus, trabalhei muito nos últimos anos e, em fim, consegui financiar um bem naquela época que baixaram o imposto, lembra?! Aliás, nos últimos anos o Senhor me abençoou muito, estou fazendo engenharia e minha mãe, que mora lá no interior, depois de anos de aluguel, conseguiu um cantinho pra morar. De qualquer forma não compensa, ir de ônibus sai mais barato e depois, o quê que vou fazer se acontecer alguma coisa com meu carro lá?! Não dá para confiar, não é?!
Nossa, o ponto de ônibus esta lotado! Parece que todos pensaram da mesma forma que eu. Se aqui está assim, imagina no ônibus?! (Risos) Normal, um dia a mais ou a menos, vale o sacrifício, sou brasileiro! Todos os dias já são assim mesmo, três ônibus superlotados pra ir e três pra voltar.
Lá vem mais um ônibus, só espero que desta vez, pelo menos, possa colocar um pé para dentro, o que não aconteceu nos três últimos que passaram. Esses coletivos são uma comédia, o cara faz de tudo pra conseguir sentar e, uma vez na vida e outra na morte, quando consegue o incrível feito, chega uma mulher grávida ou um velho ranzinza e fica olhando com cara de quem comeu e não gostou querendo o meu lugar. Finjo que estou dormindo (Risos)! Desta vez, pelo menos, estava tão tumultuado que acabei passando e o cobrador nem percebeu. Ganhei uma passagem, hoje é o meu dia de sorte. Ah, mas também estou a serviço da pátria, eles nem deveriam esta cobrando! Melhor que isso, só se encontrasse algum celular daqueles pagos em 48 prestações perdido por algum desavisado aqui dentro. Aí sim, eu iria trocar pelo meu que depois de seis meses já deu o que tinha que dar, e poderia dizer plenamente que hoje é o meu dia, dando graças a Deus por isso.
Enfim, chegamos. Quanta gente pensa igualzinho a mim! Hoje é um dia histórico, vamos mudar o Brasil! Todos gritam contra o Governo, seu partido e seus políticos. Queremos o impeachment (Que palavra bonita, acho que não sei nem escrevê-la!) (Risos)! Como que conseguiram votar e elege-los nas últimas eleições? Queremos punição para os corruptos, por isso somos a favor das investigações! Queremos que baixem os impostos! Que o país volte a crescer! Que a inflação não suba! A estatal é nossa, devolvam-na!
A cada instante chegam mais e mais pessoas. Acho que estão vendo a cobertura da mídia sobre o que esta acontecendo e, por isso, estão vindo. Legal, quanto mais pessoas, que pensam exatamente como eu, claro, sem se deixar influenciar por nada e nem ninguém, melhor.
Vou tirar umas selfies aqui pra mostrar que vim e sou politizado. Lógico, vou tentar postá-las agora mesmo, isso se minha rede móvel deixar (Risos). Se precisar uso aquele aplicativo pra descobrir senhas de wi-fi alheias (Risos).
“Sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor!”, esse canto me lembra da copa do mundo e os jogos da Seleção Brasileira e isso me emociona muito, assim como o hino nacional.
Sabe o que é melhor? Tudo esta correndo na santa paz. Diferente do que aconteceu antes, nenhum sinal de vândalos, de violência e de quebra-quebra (Acho que desta vez eles resolveram não vir!). Depois dizem que europeu é que é educado (Risos). A tevê vive mostrando os atos de lá e a baderna é geral. Esta é a forma correta de se fazer as coisas, acho que assim vamos conseguir o que queremos.
            Só pra lembrar o que queremos, eu e todos esses que pensam como eu: Queremos um Brasil melhor! Queremos respeito. Não é justo que esses canalhas façam o que querem e não fazermos nada. Somos a maioria aqui, somos nós que mandamos e o país tem que refletir o que somos, o que fazemos, a nossa cara. Ele não pode mais continuar nesta bagunça!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

2 anos e a Alegria continua conosco!

Saudade de você!

Alegria, os sopros da serra não mais nos tocam com seus lábios gélidos. Se foram. Após esse tempo, tudo ficou mais distante, diferente. Você faz falta. 

Se não tivesse ficado em nós, se não tocasse em nós, se não viesse até nós a todo instante, o teu sorriso, a tua pessoa, certamente lhe chamaríamos, agora, de SAUDADE. E assim diríamos: “Saudade, suas brincadeiras fazem falta. Os fins de semana não são os mesmos. Os dias jamais serão. O futebol não é. Falta-nos aquela criança que nos levaram”. 

Mas, você esta aqui, nas nossas memórias, nos nossos encontros, nas nossas conversas, nas lágrimas. E é por isso que nunca deixará de ser o que sempre foi, assim sendo, sempre o chamaremos: ALEGRIA. Assim o guardaremos nos nossos corações: em forma de sorriso... De um largo sorriso seu!

Muita saudade de você Cicélio!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Paixão de Cristo 2014 - Sítio Monte, Caririaçu, Brasil

Estas imagens chegaram até este mísero através de uma rede social. Nos foram enviadas pelo grande amigo Oliveira Sousa e através de outra amiga Núbia Silva!


Trata-se de uma pequena amostra da encenação da Paixão de Cristo da comunidade do Sítio Monte que voltou a ser realizada em 2014 depois de muito tempo. Estas fotos representam um misto de nostalgia para os que já fizeram parte disto e alegria por ver uma nova formação de jovens darem continuidade a este evento que tanto nos fazia felizes. Que este seja apenas mais um!

[Clique na imagem para vê-la em tamanho maior!]








terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Bolsa do Povo x Bolsa Família: qualquer semelhança é mera coincidência!

COKDT-dinA Notícia…

“A câmara municipal de Caririaçu aprovou na sexta-feira (13) por unanimidade o Projeto de Lei Nº 039/2013, que institui o Programa “Bolsa do Povo””.

Uma familiarização…

Neste ano de 2013 o “Bolsa do Povo” nacional, o Bolsa Família, completou 10 anos por debaixo de muitas críticas e, é claro também, de muitas outras opiniões a seu favor. Neste meio tempo, já são atendidas cerca de 50 Milhões de pessoas, cerca de 1/4 dos brasileiros, número que diria ser  bastante expressivo. O que preocupa agora à administração deste programa de transferência direta de renda é a permanência destas, que teoricamente, após algum tempo, deveriam deixar o programa e caminhar com as suas próprias pernas, depois de algum tempo usufruindo do benefício, ou seja, que essas pessoas deixassem, literalmente, a miséria.

Eles não contavam que seus beneficiados pudessem dar uma rasteira nas suas expectativas e se acomodassem com aquela realidade de ir à lotérica mais próxima, no dia correspondente ao pagamento do final do número do seu cartão e pronto. Este lado acomodado de alguns realmente se tornou uma das causas do problema, mas não a principal a que mereça toda a atenção. As coisas não são tão fáceis assim.
Fazendo uma análise do cenário ao qual se encontravam essas pessoas por volta do fim dos anos 90, quando o então presidente FHC (Fernando Henrique Cardoso), criou todas as suas “bolsas” que foram aglomeradas mais tarde, em 2003, pelo seu sucessor, o Lula, podemos ter uma noção de uma possível causa da dependência delas pelo programa. Para isso devemos nos perguntar primeiro algo do tipo:

Por que estas pessoas viviam em extrema pobreza?

Trazendo agora para a nossa realidade, que acredito ser comum em muitos dos pequenos municípios da nossa e de várias outras regiões do interior do Brasil, atribuo este fenômeno à escassez de renda, ou da fonte dela.(…Descobriu sozinho!)

Qual era a principal fonte de renda do nosso município naqueles anos?

Acho que a resposta não é tão difícil. Basta que prestássemos atenção no período do mês em que o comércio se encontrava aquecido, este que era justamente no início, quando os aposentados e pensionistas recebiam seus salários. Fora isso, a economia  do munícipio, compostas na sua maioria por trabalhadores da agricultura familiar, era movida a duras penas pelo salário pago pela prefeitura aos seus servidores e prestadores de serviços e pelo comércio local, além de  atividades como a da cultura sisaleira, que era a renda pela qual muitos dos agricultores se rendia nos períodos não favorável a sua habitual agricultura, o artesanato, dentre outras.

E Hoje?

O Bolsa Família não é o problema, nem a solução dele. Trata-se apenas de uma ação paliativa de suporte à outras ações que deveriam criar fonte de renda para as famílias assistidas por ele. E é aí que está o problema. Faltou as outras ações, as que dariam a tão sonhada independência para estes brasileiros. Vejam que o nosso município ainda depende da folha de pagamento do paço municipal (o que explica muitas outras coisas!). Além do mais, o sisal se esvaiu aos poucos juntamente com o artesanato e muitos outros meios de renda, e, ao que tudo indica, foi o Bolsa Família, o maior responsável por isto, assim como também pelo avanço moderado do comércio. De qualquer maneira, a menina dos olhos continua sendo, novamente, os aposentados e pensionistas do INSS, os vovôs, vovós e viúvos amados.

Só agora, talvez tardiamente, é que o governo vem tentando emplacar outros programas de educação técnica e profissionalizante e de incentivo ao microempreendedorismo, como complemento para o BF, o que logicamente não deixa de ser válido principalmente no caso do empreendedorismo. Já no caso da qualificação, apesar de ser importante e válido, acaba, muitas vezes, esbarrando no que fazer após sua conclusão.

Onde eu quero chegar?

Não adianta tentar que o povo mude sua postura se não se oferece oportunidade. A contrapartida deveria ser dada, talvez até pelas outras esferas do poder,  como estados e prefeituras, na criação de novos empregos e na melhoria das condições dos já existentes. No fomento às pequenas e médias empresas que são as que realmente geram trabalho para a população, e não dar isenção  de imposto de trezentos anos para multinacionais descomprometidas com a sociedade na qual estão inseridas e que, quando findo este período, sumirão (para a puta que os pariu), deixando centenas de trabalhadores a verem navios. Às prefeituras cabiam a identificação e o incentivo das atividades econômicas a que a  sua região mais se identificassem, criando assim cooperativas para ampliar os horizontes destes trabalhadores. Deveriam se debruçar por cima de ideias de como ajudar a escoar os produtos que são produzidos nos seus limites, buscar entidades para qualificar estas pessoas nas suas respectivas áreas, para orienta-las. Ou, pelo menos, em ultimo caso, dar uma educação básica, saúde, saneamento, e um transporte digno para que, esses senhores e senhoras, pudessem se deslocar às cidades vizinhas de maior porte, em busca de trabalho sem que precisem se mudar definitivamente, evitando assim outros possíveis transtornos para suas vidas. Porque, ao contrário do que muito “sulista” pensa e fala, a grande maioria dessa gente sonha, e sonha alto, está sempre correndo atrás dos seus objetivos, fazendo uso da sua força motriz chamada trabalho. Além disso, dizer que, nos tempos de hoje, uma família consiga viver dignamente com a quantia oferecida pelo BF é no mínimo ignorância, ou hipocrisia de quem não gostaria de trocar de lugar com ela. 

...O Bolsa do Povo

Certamente, Caririaçu não foi a única cidade brasileira onde seus gestores tiveram a brilhante ideia de criar sua “bolsa” exclusiva. Apesar da ampla divulgação da aprovação do projeto na internet e das minhas buscas por ela acerca de mais informações não obtive acesso ao conteúdo completo da Lei Nº 039/2013, que institui uma bolsa de R$ 80,00 mensais para famílias com renda per capita não superior a 25% do salário mínimo nacional. Gostaria de saber efetivamente de onde sairá este montante, e quais são as estimativas de quantas famílias serão beneficiadas e qual o valor final da conta. Bem especificamente sobre ela,  o que tinha pra falar, já foi dito acima. Apesar de ser algo a mais, é figura repetida e, neste caso, o papel do executivo municipal era a criação “das outras ações” já citadas, que representariam melhores condições aos seus munícipes e uma ascensão em cascata para todos. Para isso, há muitas opções que infelizmente, por conta de mentes pequenas, e, muitas vezes, politiqueiras, acabam deixando-se passar, porque na grande parcela das vezes, desejam apenas o bem para si próprio.

Quero acreditar que essa não seja uma ação eleitoreira, nem de politicagem aponto de tentar escolher partidariamente que tem e quem não tem direito a ela. Devo acreditar que este, que foi o maior e mais importante projeto idealizado no plano de governo da atual administração no pleito passado, não virá com propósito esdrúxulo de vender um peixe. Afinal de contas, a sua votação na  câmara municipal foi tranquila, uma mansidão!

Maiores informações:

sábado, 17 de agosto de 2013

Caririaçu 137 anos, Que Deus a abençoe… Sempre!

Bandeira_CaririaçuOKDT

Estive por algum tempo distante disto tudo aqui, porém como numa forma de instinto, alguma coisa me fez voltar. Me trouxe de volta no tempo certo de lançar um desejo, a Deus, aos deuses, ao cosmos, sei lá: Caririaçu muitas Bênçãos para você, seu povo, sua gente.

A propósito, acho que nem sei bem do que estou falando. O Wikipédia (A enciclopédia livre), me disse que a bênção constitui um desejo benigno e sugere efeito no mundo espiritual, afetando o mundo físico, para que, assim, o desejo se cumpra. Deu um nó nos “miólos”, mas tudo bem, quem (além de estudantes preguiçosos), vai dar credibilidade ao Wiki (sentiu a intimidade?)? Fique com a definição empírica de seus pais para, como soa aos nossos ouvidos, a “bença”, e que seja esta também a do meu desejo para a cidade que há 137 anos habita o cume da Serra de São Pedro e ao município que se estende por vales, planícies, rios, riachos, matas e vários outros topos de serras, onde se encontram seus filhos nas suas casas, seus sítios, suas vilas, suas vidas; seus costumes, suas crenças, seus medos; suas alegrias, suas tristezas, suas dores. Em suma a cidade é todo esse mundo. Então que seja um mundo inteiro de bênçãos, e se não o for, se for apenas um Jardim, que seja, desde que esteja um jardim molhado¹ de bênçãos.


¹Alusão ao título da música do cantor caririaçuense João Kior: Jardim Molhado do Sertão
Fontes citadas: http://pt.wikipedia.org/Bênção

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Pe. Vicente: Chegada de seu corpo à matriz de São Pedro

Vídeo mostra a chegada do corpo do Monsenhor Vicente Alves Feitosa à matriz de São Pedro. Nos braços do povo que ele mesmo conduziu por 41 anos, e não mais o abandonou desde então. Na noite de ontem adentrou pela última vez no seu templo, ele que de agora por diante será sua morada eterna. Paz e Bem, Pe. Vicente. Vai em Paz.







>>>Vídeo Por Alexandre Silva

terça-feira, 7 de maio de 2013

Cicélio Sales Rocha - 07/05/2013, Um Ano de Saudade




Por Joice Rocha

 

E se completa um ano sem você! Não ouvimos mais sua voz, não sabemos o que se passa em seu coração, não ouvimos teus planos, não temos mais a tua presença nas ocasiões de família.
 
Cada um daqueles que você deixou caminha para buscar o seu próprio destino. O vazio que ficou após sua partida, aqueles que te amam jamais poderá esquecer!
 
Hoje lamentamos muito a tua ausência e quando nossos corações não suportam tanta saudade, deixamos que nossos olhos nos ajudem a amenizar a dor.
 
Caminhamos unidos, dando um passo a cada dia. Vivemos cada momento pensando que você gostaria de nos ver com a mesma alegria que transbordava de você... Mas não superamos sua ausência, convivemos com ela. 

Você marcou a vida de todos aqueles que te conheceram a nossa principalmente, pois era do seu lado que víamos uma pessoa que sempre estava feliz com a vida, com um sorriso no rosto, com brincadeiras, com palavras carinhosas e conselhos bem pensados. É com a tua imensa alegria que queremos viver, haverá momentos que iremos chorar sim, somos humanos que vivemos momentos ruins e bons. 

Lembro-me que você chorava até nos momentos de mais pura alegria. Choramos com a alegria que nos invade a mente quando lembramos de você. 
 
Você sempre estará em nossos corações... ETERNAS SAUDADES.



Veja Ainda >>> A Alegria de um Anjo - HOMENAGEM (07/05/2012)


domingo, 10 de março de 2013

Costumes: O “Dar a Benção” e a relação de respeito ao qual nos remete

Pedir a bênção, ou dar a bênção, é um costume muito tradicional em várias regiões do Brasil, sobretudo, no interior do Nordeste. Hábitos como este estão arraigados nas memórias das famílias e na experiência dos seus patriarcas, responsáveis pelo processo de transferência das suas práticas adquiridas ao longo da vida para os seus. Estas que, da mesma maneira, foram recebidas dos seus pais, avós ou até pelos mais velhos da comunidade, que fizeram parte do seu convívio no passado, e que claro, como hoje mesmo contam, prezavam muito por respeito, principalmente, dos mais jovens para com os que viveram “alguns janeiros” a mais que eles. 

A bênção é um sinal de respeito. Por aqui, pelos altos das Colinas de São Pedro, ela ainda povoa os hábitos de muitas famílias. Os filhos pedem-na aos pais, os netos aos avós, afilhados aos padrinhos e sobrinhos aos tios. Mesmo que nunca tenham se visto na vida, o primeiro contato será sempre este, e se não o fizer, alguém logo trata de tomar partido: “- Você já deu a benção?”. Aliás, se apenas destes, depender a perpetuação desse rito, certamente a sua extinção não ocorrerá tão cedo. Prova disso, é a repreensão que costumamos receber quando não cumprimos com nossas obrigações:
- “Num” tem mãe mais não? Cadê a benção?  
E quando finalmente atendemos a exigência:
 - “Bença” mãe?!
Responde:
 - Deus te dê vergonha!


Geralmente pedimos a benção usando os mesmos termos: “Bença pai!”, “Bença mãe!”, a resposta é que às vezes varia. Por exemplo, quando se toma a bênção de um bebê ainda pagão, muitos dizem: “Deus te leve pra pia!” (Obviamente, trata-se da pia batismal!); crescido mais um pouco, diz-se: “Deus te crie para o bem!”; após, generaliza-se em: “Deus te abençoe!”; ou variações como: “Deus te faça feliz!” e “Deus te dê boa sorte!”, dentre outras. 

Pede-se ou dar-se a bênção à noite, antes de dormir, e ao levantar-se; também quando se chega, quando se sai ou quando se encontram em qualquer que seja o lugar. Nos últimos casos, o diálogo, ou mesmo quando este não venha a ser iniciado de fato, precede-se sempre com o pedido, seguido da rogação de que Deus lhe venha abençoar. Isso, simultaneamente a um forte aperto de mãos que sela a troca de respeito entre as partes. Em alguns casos, ainda seguras uma a outra, beija-se a parte externa da mão um do outro em um gesto maior de admiração. Mesmo quando a ocasião não permite a eventual aproximação, é comum que se estenda a mão aberta na direção um do outro, em um ato que, simbolicamente, se equivale ao aperto de mãos. 

Mais do que um simples gesto, apesar de muitas das vezes o realizarmos de maneira empírica ou aleatória, sem dar as devidas atenções, as bênçãos de cada dia serve para lembrarmos respeitosamente dos familiares que nos cercam e da sua importância na nossa existência. A mãe que abençoa quando o filho retorna a sua casa, na verdade pode esta dizendo, em outras palavras: - Seja bem vindo, meu filho (a). E da mesma forma na saída, no apertar do seu coração: - Vai com Deus, Deus te acompanhe.

Atos como estes fazem parte da nossa identidade enraizada na simplicidade de valores nascidos através da percepção de nossos antepassados. Se para muitos, não passam de caretices do passado, se visto mais de perto, faz-nos perceber, a grandiosidade desses valores que são transmitidos através dele, ou seja, sua essência, que pelas mudanças comportamentais e inversões de valores, principalmente dos jovens “modernos”, perdem cada vez mais força.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Nós Precisamos de Heróis?

Outro dia li um título que encabeçava um artigo de jornal, o qual trazia a negativa de que não necessitaríamos de heróis. Sem pensar em mais nada, nem ler o que via adiante daquela frase, me deixei levar pelos meus precipitados pensamentos que logo trataram de dar um contexto para aquilo que via através dos meus olhos, o que ainda nem tinha lido; se não, a reformulação do mesmo ao meu bem querer. Nesta ocasião, diria eu, que fui traído por mim mesmo, ou pelo meu pensar, que de tão torto, deu-me uma interpretação longínqua do que me era exposto naqueles dizeres. Apesar disso, reitero que de tudo não me foi apenas prejuízo, já que dele vali-me para constituir o rótulo, que lhes esta exposto acima. 

Enfim, quando deixei correr meus olhos por aqueles traçados foi que me dei por conta do real comunicado que, insistiam a me passar. Acho que nunca foi tão difícil para uma escrita meter numa cabeça o que realmente queriam expressar (nada de surpresas aqui, já que essa era a minha!). Ao fim da leitura, agora inteirado de fato, posso dizer que, em termos gerais, o autor referia-se ao feito, ou a mania, de darmos voto de heróis àqueles que, mesmo em atitudes louváveis ou evidenciáveis, nada mais fazem que cumprir o seu próprio dever, o que lhes é incumbido. É o caso, por exemplo, de um cidadão que por ventura encontre uma determinada quantia e que posteriormente venha a devolvê-la ao seu verdadeiro dono. Não era de se esperar outra atitude da parte dele, porém, talvez pela inversão de valores a qual vivemos, acaba por se tornar algo, de surpreendente a incomum. 

Uma coisa é ler e entender o que se balbuciou, outra bem diferente é imaginar ou desejar encontrar algo lá, que na verdade não se tem. Assim me encontrei diante daquela página, não frustrado, pois, se é que possui alguma valia o que me meto a dizer agora, este era um ótimo artigo; de um profissional, claro; mas inconsolado pelo impacto que esperei e não me veio. Por isso foi que decidi juntar algumas meias palavras do meu desafortunado vocábulo, no intuito de passar o que me encobriu a mente na leitura daquela frase, para você, paciente leitor, que por fazer grande uso desta virtude, conseguiu chegar até aqui, e que, creio eu, com mais alguma, poderá seguir até o próximo parágrafo, no qual partilho minha reflexão. 

O “Herói” do meu Letreiro na verdade é um ser similar aos heróis da ficção, com algumas poucas diferenças, é claro; e é claro também, que elas estão a favor dos superpoderosos que nos acostumamos ver nos cinemas. Noutra oportunidade, em [Nem Vou Falar de Política], falei algo sobre “como se criar um coitado”. Pois bem, a receita para se criar um tal “herói” parte do mesmo princípio, só que desta vez, em ordem inversa e empurrando-o goela abaixo. Perdoe-me a eloquência das palavras anteriores, elas exprimem mais do que o necessário. Esse “goela abaixo” é, na verdade, mais manso do que se pode imaginar.

As pessoas, não me pergunte o porquê, mantêm um sestro de criar os seus imortais e se prostrar aos seus pés como se fossem divindades. De qualquer maneira que esteja, por pior que esteja, sempre prevalecerá a lei do amém. Todo sopro vindo da sua boca, toda decisão, toda ordem; cumpra-se tudo! Parece existir uma necessidade absurda de se ter algo, ou alguém, acima de si. Claro, em grande parte, desde que estes estejam, também, suprindo suas necessidades, de sorte que a maioria são de gosto particular. 

Sim, porque tais heróis estão por toda parte, respeitados, bajulados e vistos bem mais do que necessário; e se revezam neste posto. Deveria ser surpreendente a maneira com que tudo acontece. Diria que no decorrer de algum período qualquer, pré-determinado, nascem-se uns quaisquer que em meio tempo tomará posse do trono e prestígio de um ex-herói, dantes elegido e aclamado, agora gozando de declínio mórbido. Mal que, certamente, ou melhor, com certeza, também falecerá esse novo ciclo. Sim, meus caros, um novo ciclo que se sobrepõe por sobre o antigo, ao nascer, que crescerá e, como já disse, padecerá da mesma cólera. São ciclos errantes, esses, que nascem e morrem. No último caso, para alguns se perpetuam, pois se se foram hoje, amanhã estarão embainhados na bainha de um outro herói que ajudará a maquiar em outra oportunidade. 

Para esses, e para os próprios heróis, o fictício representa situações reais, tangíveis, propícias ao seu bel prazer. Para os tantos outros, o clamor, a ladainha se perpetua. A reciprocidade cuida em estabelecer seus cuidados. Desses outros, têm-se a convicção de antes, de ciclos antigos, vagos, talvez, até frustrantes, expressada por palavras firmes, de apoio, de entrega, de esperança. Esses mesmos, induzidos, exaltam os heróis de agora, como os repudiaram noutro dia, ao mesmo tempo em que massacram os ex-heróis com a mesma boca e mesmos membros que o louvaram dantes.

Fica a questão, então. Precisamos destes heróis? Ou ao menos, precisamos endeusa-los?


Foto: Luizhim (www.flickr.com)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

As várias Caririaçu’s espalhadas pelo Brasil

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Limites do município de Caririaçu
Confesso que sou uma espécie de retirante digital. Frequentemente me pego abrindo as páginas de pesquisas da Internet em procura de peculiaridades referentes à nossa cidade e, digitando no campo de busca, simplesmente a palavra C-A-R-I-R-I-A-Ç-U.  Isso me basta para iniciar uma viagem investigativa sem rumos definidos e sem destino certo. Vez ou outra acabo por me deparar com algo que julgo ser de interesse para este mísero. Foi assim que descobri o fato de Caririaçu fazer parte do território demarcado pelo “Rei do Cangaço”, como seu, o que relato em Caririaçu: Parte do Território do Reino de Lampião, e foi assim também, que encontrei uma curiosidade da qual trataremos aqui, nesta oportunidade.

Você vai concordar comigo que a denominação Caririaçu não é lá tão comum de ser encontrada por aí, e que esse fato, por si, já faz dele um ótimo e instigante título para se doar a um lugar. Mas, não só pela originalidade, este nome nos foi dado por conveniência e não por simples obra do acaso. De fato há um sentido para ele. Em tese, seria um nome ideal para uma cidade que por ventura se situa no cimo de uma serra de onde se avista e pode ser avistado dos recantos mais distantes de uma grande região chamada Cariri. No propósito de fazer referência a essa possibilidade, ao nosso privilégio, recorreu-se então ao empréstimo Tupi-Guarani, do sufixo AÇU, agregando-o a outra para dar-lhe o sentido de grande, que era como se via, lá de cima, todo aquele vale. Assim: [CARIRI + AÇU = CARIRIAÇU], significaria Cariri Grande ou Grande Cariri. Até aí tudo bem, este é o sentido para nosso “Caririaçu”. Agora, caríssimo ledor, quero convidar-lhe a uma viagem a procura de outras Caririaçu`s pelo Brasil tendo em vista a possibilidade de encontra-las onde, possivelmente, nunca se tenha imaginado existirem.

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Tv. Caririaçu, Bairro Seminário, Crato-CE
Vamos descer pelos declives da nossa colina até a sua matriarca, a cidade do Crato, aos pés da Chapada do Araripe, refazendo caminhos traçados a muito pelos antigos moradores da Serra, viajantes que  passavam por essas paragens ou ainda, possivelmente, pelos seus avós e bisavós - Não é muito difícil ouvir deles, histórias nas rodas de conversas sobre essas lentas e cansativas viagens feitas em um período em que o único meio de locomoção ainda eram os lombos de animais como cavalos, burros ou jumentos -  São vários os caminhos e estradas que nos levariam diretamente ao nosso destino pelos limites do Oeste do município, divisa com a vizinhança em questão. Poderíamos desbrava-los ou, ao invés disso, sermos conservadores a ponto de fazermos o já tão movimentado e conhecido caminho pela rodovia estadual, fazendo assim, uma escala na, também vizinha, Juazeiro do Norte, e só depois, com as bênçãos do Pe. Cícero, se debandar para o destino final, o cratense Bairro do Seminário. Nele, dentre tantas outras, cruzando com a Travessa Santana do Cariri, fazendo um paralelo com a Travessa Mauriti, encontrar a Travessa Caririaçu, que aqui chamaremos de nossa “Segunda Caririaçu”. Cientes do passado que nos trouxe até aqui, poderíamos deduzir e afirmar que, se não uma homenagem, este título faz referência a nossa cidade, assim como o nosso “São Pedro do Crato”[1], do passado, fazia à sua então genitora. Além disso, há um grande número de ruas na cidade que carregam nomes de municípios caririenses, o que, digamos, acaba por fortalecer nossa tese.

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Rua Caririaçu, Bairro Jacarecanga, Fortaleza - CE
Navegaremos então a águas mais profundas, mais especificamente, às das praias da terra do sol, da nossa capital cearense. Para isso, uma sugestão seria seguirmos pela rodovia Pe. Cícero[2], e assim, claro, podermos desfrutar por mais uma vez da esplendorosa sensação de, estando de volta, sentir na pele o clima gostoso que sempre se achega a nós, a medida que se vence a inclinação das íngremes ladeiras de São Pedro (…Um belo cartão postal, eu diria!). Porém, por mais que se deseje o contrário, desta vez estaremos  apenas de passagem e, assim sendo, contornaremos essas saudosas elevações em disparada ao próximo destino: a Rua Caririaçu, localizada no Bairro Jacarecanga, um dos mais tradicionais de Fortaleza. Mesmo superficialmente poderíamos atribuir a existência, dessa, a nossa “terceira Caririaçu”, ao fato de ambas partilharem das extensões do mesmo estado.  Porém, Apesar das tantas buscas, não obtivemos êxito na procura de informações que nos remetesse a alguma relação deste gênero, o que nos limita na tentativa de fazer qualquer afirmativa. Mas enfim, pelo menos por hora, essa dúvida pairará na minha e talvez na cabeça do caro leitor aí do outro lado. O fato é que ela está lá e, a exemplo a do Crato, carrega a mesma designação que antes pensávamos ser só nossa.

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Rua Caririaçu, Vila Formosa, São Paulo - SP
Com toda essa conversa sobre cidades e ruas me veio a cabeça uma das maiores cidades do mundo, a grandiosa São Paulo. Onde cada metro quadrado de chão é disputado palmo a palmo por uma multidão. São mais de 11 milhões de pessoas[3], o que faz dela a mais populosa do Brasil e a sexta de todo o Planeta. Quantas ruas terá uma cidade desse porte, 50 mil, 60 mil[4]? Seria demais pensar que pelo menos uma delas pudesse  ter sido nomeada com o nome comum ao nosso? Com certeza, sim. Mas nem sempre as probabilidades se refletem na realidade. Em algum momento elas não se entenderão (probabilidade e realidade), para esses casos é que existem as exceções, para casos como o nosso. Quem poderia dizer que poderíamos encontrar uma rua chamada Caririaçu em plena São Paulo? Pois ela existe e a encontramos no bairro Vila Anália Franco, Distrito da Vila Formosa, na Zona Leste da cidade.

Não que eu a conheça, na verdade ela faz parte de um mundo totalmente estranho. Mesmo com tudo disso, aliado com a distância e a mais remota possibilidade de qualquer relação entre ambas, desta vez, podemos, sim, afirmar que esta faz menção à nossa comuna. Que Caririaçu, uma cidadezinha interiorana do sul cearense, permeada nos aconchegantes climas serranos, possuidora de um grande potencial turístico mal aproveitado e que teve seus últimos dias de fama quando caiu na internet algo sobre uma inauguração absurda de um orelhão (dos males, este seja o menor!), recebeu uma homenagem numa das cidades mais importante do mundo. Quem nos confirmou isso foi o próprio site da prefeitura paulistana, através do seu banco de arquivos históricos, onde há um dicionário de ruas que nos possibilita ter acesso a história e ao significado dos seus nomes. Daí foi só voltar ao princípio, teclar uma simples C-A-R-I-R-I-A-Ç-U, e obter a resposta que vocês veem na imagem abaixo:

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(Pesquisa: Significado da Rua Caririaçu em São Paulo)
Como você já deve ter notado, há um conflito nas informações com relação ao distrito a que pertence. Apesar de apresentado o distrito do Tatuapé neste arquivos, nossas informações é que, na verdade, a  rua Caririaçu está na vila Anália Franco que, por sua vez,  faz parte do distrito da Vila Formosa (Click aqui e veja o mapa).


“Caririaçu, município do estado do Ceará”. Simples e claro. Apesar disso, talvez continuaremos a se perguntar o porquê, o que levaria, seja lá quem foi, a dar essa designação a esse logradouro. E quem seria, que referencia teria para fazê-lo? Em quanto nada mais soubermos  ao respeito, mais uma vez, restaram as dúvidas em meio a certeza que já possuímos. Mas, como há muito clama a sabedoria popular: “mais vale um na mão que dois voando”, então vamos nos contentar.

Voltemos novamente a nós. Talvez todas essas nomenclaturas aqui expostas nada represente para nós e o nosso mundo. É certo que não mudará muito depois de feita esta leitura. De qualquer maneira, é bom sabermos que não estamos só, em caso específico, há mais três Caririaçu’s neste país. Claro, imagino eu, que carregam mais diferenças que mesmo os “algo em comum”, mas, de certa forma, faz-nos sentir da mesma maneira que sentimos quando, sem querer, encontramos alguém que carrega a mesma graça que a nossa. Isso aguça nossa curiosidade em conhecer mais sobre o tal, talvez por tentar ver em que aspectos, além do nome, existe alguma semelhança, se é que ela exista. Digo-lhes que foi isso que me instigou a escrever este artigo, trazer a vocês essa curiosidade. No mais fica a dica aos caririaçuenses (digo, aos da primeira), estando próximos a um destes lugares, caso bata a saudade, visite uma destas vias. Pode ser que haja alguma semelhança, além do comum vocativo, que seja capaz de lhe transportar na sua saudade pela terra que ficou para traz.



[1]Assim era chamada a cidade de Caririaçu ainda quando era um distrito pertencente a município do Crato.
[2] Rodovia alternativa que liga Fortaleza à Região do Cariri, cortando o município de Caririaçu, o que diminui o percurso em cerca de 70 km.
[3]A população de São Paulo foi estimada em 2011, pelo IBGE, em 11. 316. 149 habitantes.
[4] No Site, há uma base de dados com informações referentes aos logradouros públicos oficializados do Município de São Paulo (entre ruas, avenidas, praças, viadutos, etc.), totalizando cerca de 65.000 registros. (Fonte: www.prefeitura.sp.gov.br)

Imagens: Google Maps

sábado, 29 de setembro de 2012

Nem vou falar de Política

43/366 projectO assunto da vez é política. Todo, ou quase todo mundo esta falando neste assunto. Quer dizer, pra ser realista, quase ninguém fala de política, 99,99% de todo mundo fala mesmo (…E faz), é de politicagem. Essa que é a verdade, a mais impura verdade!

Bem, mas desta vez não virei aqui com aquele meu típico discurso moralista (… esta sim é uma boa notícia, não?!), aquela conversinha chata que costumo infiltrar nos meus pobres artigos, com minhas opiniões idiotas, sobretudo, sobre o que é certo ou errado, (ou, pelo menos, o que acredito ser!), o que deveria mudar, o que poderia melhorar… 

Mas não, hoje não! Pra começar, nem mesmo de política eu gosto. Isso não dá nada a ninguém! Na verdade, o que está escrito aqui é apenas uma maneira que encontrei pra falar que não me interessa e não vou falar desta tal de política, nem de politicagem nenhuma. Continuarei omisso a tudo isso, a essas duas cóleras que nos aflige, como um castigo dos céus onde Deus é quem paga (… No fim de tudo a culpa é sempre dele!). 

Não falarei que não vale a pena trocar o voto por qualquer tranqueira, ou qualquer vintém que possam lhe oferecer, vão em frente: - Quem dá mais, quem dá mais? Eu ouvi uma dentadura? O senhor do lado dá R$ 10,00? O outro ali paga a minha “luz”? Ninguém vai me arrumar um emprego?… Dou-lhe uma, dou-lhe duas! 

Nem tocarei no assunto. Que me importa se esses 99,99%, vão sair por quilômetros de ruas aos pulos e berros só para mostrar sei nem o quê a nem sei quem? Se vão sair às ruas centenas de motoqueiros rocando ao máximo seus motores por dois litros de gasolina? E o que importa se esses motores não mais durarem até chegar em casa? 

Me digam, pra que falar? É um direito de todos colar nas paredes de suas casas um, dois, cinco, dez, quantos cartazes quiserem de seus “santos candidatos” e cortarem os laços de amizade com os seus vizinhos – Sabe, aqueles mesmos que por ventura lhe emprestaram aquela colherzinha de açúcar quando faltou na tua mesa - Ah, mais agora a coisa é diferente não é? O candidato “Fulaninho” vai te dar um milheiro de tijolos; “Beltrano”, uma carrada de areia; Fora outros e mais outros que lhe prometeram telhas, cimento… A casa inteira. Podem começar a escavar o alicerce. O que é uma colher de açúcar diante disso tudo, além do fato dela ser real? De ter adoçado teu momento? Aliás, não se preocupem com o número de lobos oportunistas, a família é grande, dá pra dividir os votos para todos. 

Nestas horas, justamente na hora mais importante e crucial, na hora “H”, ninguém é capaz de lembrar-se de saúde, educação, moradia, segurança, cultura, trabalho, em fim, do compromisso com o social, do compromisso com o povo. Mas essa figurinha é repetida. O voto cabresto só mudou de cara. O sistema sempre vai dar um jeito de meter o bico onde nunca foi chamado, de manipular o povo. O sistema é um “fazedor de coitados”, “construtor de necessitados”. Privam as pessoas dos seus direitos, tiram o que elas tem, ou o que poderiam ter, e plantam nas suas cabeças que precisam destas mesmas coisas, que não vivem sem elas. Fácil como tirar doce de uma criança, tão óbvio como uma receita de bolo. Mais uma pitada de egoísmo e está lá, feito um “coitado”. Agora tudo que um “político” lhe oferecer em troca do seu voto será uma necessidade dele, do coitado, e, com o egoísmo que lhe foi dado, ele não vai se preocupar com mais nada além do seu próprio nariz. Muito conveniente não?! O cômico desta história toda é que não precisam dar nada para receber em troca. Sabe aquela história de dar para receber? Aqui ela se constitui assim: “oferecer para receber”, e isso basta para ganhar eleição. Mas nessas coisas não falo nem sob tortura!

Infelizmente estamos vivendo em um período de recessão de direitos. Principalmente a nossa geração, a geração jovem brasileira, esta abrindo mão dos direitos conquistados as custas de muita luta, tortura e sangue, em embates travados em anos passados. Em anos de glória para povo, em que as músicas indagavam “…Que País é este?”, em que as pinturas retratavam um Brasil almejado, e que os poetas recitavam uma vida melhor, ao menos digna. Utopia? Não sei. o que sei, é que nestes tempos se ganhou muito, até o “direito do voto livre”, vejam! Uma pena é saber que a grande maioria dos que lutaram não puderam desfrutar das suas conquistas e que elas nos foram dadas de cortesia. Talvez essa seja a lástima que nos assombra. Um ditado diz que só se dá valor ao que se conquista com esforço. Temos uma dívida com esses grandes, não tanto pelo que nos deixaram, mais pelo fato de não termos zelado e não darmos prosseguimento ao seu legado. 

Mas não me acusem por estar tocando neste assunto. Não estou falando nada não, Deus me livre! Tenho nada haver com isso! Afinal, vivemos em uma democracia, não é? Então vamos lá, vistam suas camisas e ponham seus bonés. Não esqueçam dos botons. Um no boné, dois na camiseta, bem no lado esquerdo, próximo ao adesivo. Coloquem em punho suas bandeiras e sigam seu caminho para o local de votação mais próximo. Com orgulho no peito, enfrente a fila, e na sua vez, vote! Depois cruze os dedos e torça. Seu futuro depende desse resultado, não é verdade?...


Foto:{M&J}Jessi R (Flickr.com)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Promoção Cartão Monopostal–Caririaçu 136 Anos

Como já tínhamos dito antes…
“[…]Imagine um cartão postal comemorativo dos 136 anos de emancipação do nosso município, uma foto legal… Uma beleza! Isso já seria legal, não é? agora, pra fazer toda a diferença, imagine esse mesmo cartão postal, sendo que agora você possa levá-lo a qualquer que seja o lugar que desejar, mostrar para todos os amigos e se orgulhar da sua terra. Pensou? então continue, acrescente a ele um toque de originalidade, com a nostalgia das lembranças do passado, num objeto inesperado, algo que tenha tudo haver com o caminhar do tempo e a tentativa das pessoas de eterniza-lo! Perguntarei novamente, pensou?[…]”
Promoção Cartão Monopostal–Caririaçu 136 Anos
[CLICK SOBRE A IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA]
Aí esta a nossa “promoção”. Concordo que chega a ser até presunção da minha parte chamar esse sorteiozinho assim, então, sejamos realistas: Está aí o lançamento do nosso sorteio de alguns monóculos… Isso mesmo, sabe aqueles monóculos da sua avó que você adorava ficar vendo enquanto ela lhe explicava quem eram os protagonistas das fotografias em questão? Consegui alguns, sei nem com qual sorte, e aqui estou  a disponibilizá-los para os desbravadores desse blog em forma de um cartão postal, ou como diz o nome da “promoção”: Cartão Monopostal, e nele estarão fotografias de alguns pontos da nossa cidade (Ou, algum ponto da nossa cidade.)

Na verdade, ainda estou pensando em alguns detalhes como, quais as fotografias usar (ou qual fotografia, pois pode ser escolhida apenas uma que represente bem a nossa terrinha), a forma de sorteio, dentre outras coisas, mas como o dia do município já está bem próximo, não me dispus do tempo necessário para finalizar tudo antes de colocar pra vocês esta ideia, então decidi disponibilizá-la assim mesmo e divulgar qualquer atualização posterior nas redes sociais e aqui mesmo neste humilde “bloguinho”.
Mas porque Monóculo e Cartão Monopostal?
Estou usando os monóculos por vários motivos, mas colocarei apenas dois aqui. Primeiro, você vai concordar comigo que eles dão um ar de nostalgia e trazem para nós o passado, ou lembranças do passado. Quem nunca viu ou usou um desses quando criança? O segundo motivo já explica também o porque do “Cartão Monopostal”. Isso porque o uso deles me dá a deixa para alertar da visão adotada e propagada em Caririçu (…Em todos os sentidos!), o que eu chamaria de uma “monovisão” ou uma visão delimitada para um só lado, uma visão falha, na minha concepção e que agora, como já venho fazendo desde a criação deste blog, estou mostrando um outro lado, ou seja, a nossa cidade, como ela é bela e que vale a pena lutar por ela… LUTAR POR ELA!.
Então é isso, espero que gostem e comunguem comigo nesta ideia!

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